Vacinas

Calendário vacinal

Calendários vacinais são a garantia de proteção a cada geração

Um dos esforços mais importantes para o controle e erradicação de doenças imunopreveníveis foi a criação dos calendários vacinais. É graças a eles que a prevenção das doenças é um direito em todo território nacional.

Cada calendário é pensado para atender às diferentes faixas etárias, indicando para cada uma delas as vacinas essenciais, o número de doses necessárias, os intervalos e as recomendações de reforços, com o objetivo de proteger os cidadãos de forma individual e também coletiva.

Outra curiosidade é que cada calendário é feito de acordo com a região ou país onde será aplicado, por considerar as suas particularidades e necessidades locais. Por exemplo, num país onde é frequente o número de crianças menores de 2 anos com doenças meningocócicas – as meningites – é urgente indicar a vacinação nesse grupo. Mas, se em outra região os mais infectados são os adolescentes, a estratégia do Estado deve ser vacinar os jovens.

O direito à vacinação no Brasil é garantido por lei desde 1976 sendo que o médico é responsável por esclarecer a necessidade, efeitos e importância das vacinas incluídas no Programa Nacional de Imunizações (PNI). Cabe à equipe de saúde orientar e fornecer as informações sobre todas as vacinas seguras e eficazes indicadas e disponíveis. Cabe aos pacientes e familiares a avaliação e decisão pela prevenção, a partir dessas informações.

Quantas doses de uma vacina devo tomar?

O número de doses recomendadas de acordo com a idade varia para cada vacina. São considerados aspectos como o tipo de vacina, o risco de infecções em cada faixa etária e suas complicações, como também a resposta imunológica esperada na pessoa. Dessa forma, podem ser necessárias várias doses de uma mesma vacina para estimular a imunidade protetora, especialmente em crianças mais jovens.

Por que é necessário que todos sejam vacinados contra algumas doenças?

Mais do que proteção individual, a vacinação evita mortes, internações e transmissão para outras pessoas, realiza o controle da doença e, em alguns casos, promove a erradicação de moléstias infecciosas como a varíola.

A explicação está no fato de que no momento em que boa parte da população está vacinada contra uma doença, ocorre a diminuição da circulação do vírus e, consequentemente, pessoas ainda não vacinadas também são protegidas, efeito conhecido como imunidade de rebanho ou coletiva.

O que acontece se uma nova doença aparecer?

Sempre que necessário, uma nova vacina pode entrar para o calendário de vacinação do país. Para isso acontecer é preciso levar em conta a frequência da doença na população, sua mortalidade e o impacto que a doença causa na saúde pública.

Em seguida as autoridades fazem uma análise do custo de implantação e de manutenção no programa de vacinação. A partir daí, é definida a melhor estratégia e esquema vacinal. Depois da avaliação desses critérios, o Programa Nacional de Imunização pode decidir por incluir ou não uma nova vacina em seus calendários.

Se eu tomar a vacina uma vez estarei protegido por toda vida?

Nem sempre a aplicação de uma dose garante a proteção da pessoa para o resto de sua vida. Grande parte das vacinas precisa ser aplicada em mais de uma dose para garantir uma resposta imunológica adequada e proteção contra a doença. É muito importante que o intervalo de tempo entre as doses seja respeitado, tanto para as doses de esquemas primários como para as doses de reforço.

Se eu atrasar a próxima dose de uma vacina, perco a proteção para sempre?

A interrupção ou o atraso em esquemas vacinais não provocam a redução da concentração final de anticorpos. Após a primeira dose seu corpo já desenvolve a memória imunológica, que irá proteger o organismo contra doenças caso se complete o esquema estabelecido com o número de doses restantes, independentemente do tempo entre a primeira e última dose.

O que acontece se eu tomar a próxima dose de uma vacina antes da hora?

É importante sempre respeitar os intervalos mínimos entre as doses e a idade mínima para administração das vacinas.

Em alguns casos será necessário encurtar os intervalos entre as doses, mas sempre de acordo com a recomendação médica.

A aplicação de vacinas em intervalos menores que os recomendados pode diminuir a resposta imunológica e as doses administradas em intervalos excessivamente curtos não devem ser consideradas válidas. Além disso, essa conduta aumenta o risco de eventos adversos, provavelmente pela maior formação de complexos antígeno-anticorpo, ligados ao sistema imune.

O que é reforço?

A aplicação de mais uma dose de determinada vacina se chama reforço, com o objetivo de restabelecer a quantidade de anticorpos ideal que garantem proteção contra a doença. Uma dose só pode ser considerada como dose de reforço se a pessoa já tiver recebido todas as doses que recomendadas para aquela vacina.

A recomendação para o reforço se baseia em estudos laboratoriais ou epidemiológicos, que comprovaram a ocorrência de doença em pessoas previamente imunizadas e indicando, assim, a necessidade de reforço. Essa estratégia estimula o organismo a produzir novas células de defesa contra a doença, renovando a proteção ideal.

Calendários vacinais no Brasil

Calendário do Instituto Butantan

Calendário Nacional de Vacinação 2017-2018

Calendário Nacional de Vacinação dos Povos Indígenas

Vacinação em Dia App